Militarismo no Brasil: do Golpe de 64 aos Dias de Hoje

Novo ciclo temático no cineocupa!

O CINE OCUPA é aberto, não precisa de ingresso. É só chegar!

ditadura-x-democracia

Ciclo temático com duas sessões:
17/04 – “O dia que durou 21 anos”
24/04 – ” Democracia Militar” e “mães de maio: um grito por justiça”

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“Quem controla o passado, controla o futuro”
(George Orwell – 1984)

Com o inicio da guerra fria (1945 – fim da 2° guerra mundial) inicia-se uma disputa pela hegemonia mundial entre Estados Unidos e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
Foi uma intensa guerra ideológica, econômica, diplomática e tecnológica pela conquista de zonas de influência, que estabeleceu a divisão do mundo em dois blocos, com sistemas econômicos, políticos e ideológicos divergentes: o chamado bloco capitalista, liderado pelos Estados Unidos, e o bloco comunista, liderado pela União Soviética.
A preocupação dos E.U.A.na sua busca pela hegemonia capitalista cresce ainda mais quando o espectro comunista passa a rondar também a América Látina, com a Revolução Cubana (1959) que literalmente cravou um ponto de influência socialista nas Américas. Dali em diante, a grande preocupação norte-americana era fazer o possível para que outras “Cubas” não surgissem ao longo do continente.
O Brasil era uma super-potência regional. Um país imenso, com vasto poder econômico e grande potencial de liderança. Os Estados Unidos não podiam se dar ao luxo de o perder.
Em 31 de Março de 1964, o presidente João Goulart é deposto por um golpe militar que teve apoio decisivo da elite conservadora brasileira e da Agência de Inteligência dos Estados Unidos (CIA).
A partir de 1° de Abril, do mesmo ano, tem inicio a Ditadura Militar no Brasil.
No dia 2 de Abril ocorre a Marcha da Vitória, na cidade do Rio de Janeiro, garantindo apoio popular à deposição do presidente João Goulart.
Blindados, viaturas e carros de combate ocuparam as ruas das principais cidades brasileiras. Sedes de partidos políticos, associações, sindicatos e movimentos que apoiavam reformas do governo foram destruídas e tomadas por soldados fortemente armados.
Além da limitação da liberdade de opinião e expressão, de imprensa e organização, tornaram-se comuns as prisões, os interrogatórios e a tortura daqueles considerados suspeitos de oposição ao regime, comunistas ou simpatizantes, sobretudo estudantes, jornalistas e professores.

Em 1985 a Ditadura Militar acabou, mas passou?
Faz-se necessário mostrar, àqueles que preferem não ver, a maneira insidiosa que a ditadura militar brasileira encontrou de não passar, de permanecer em nossa estrutura jurídica, em nossas práticas políticas, em nossa violência cotidiana, em nossos traumas sociais que se fazem sentir mesmo depois de reconciliações extorquidas.
Processos na Justiça, perseguição policial e assassinatos de líderes e membros dos movimentos sociais não são novidade no Brasil. Apesar da Constituição nacional garantir, em seu artigo 220, a livre manifestação do pensamento, sob qualquer forma ou processo, casos de perseguição política são cada vez mais (ou ainda são) comuns.
E o que falar então de como o Estado brasileiro tem ignorado sistematicamente o direito à consulta prévia dos povos tradicionais que vem acontecendo em decorrencia da construção de grandes obras como Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, da falta de resposta do governo brasileiro à recomendação para implementar o Mecanismo Nacional para a Prevenção e Combate à Tortura (recomendação da ONU), a criminalização a pobreza, da instalação das UPPs, do massacre à comunidades pretas e periféricas…

Qual o verdadeiro sentido de uma polícia militarizada para agir no meio social?

Há processos históricos que insistem em não passar…

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